domingo, 31 de maio de 2015

Imagens - no final "O Meu Sítio"



Minha sobrinha neta Thais e os gênios - sobrinhos bisnetos Valentina e Luiz Henrique.











Até a próxima postagem. Fui!
Ah! 

O  M E U  S Í T I O

O meu sítio fica

Na encosta de um morro
Não vejo a nascente,
Mas o poente é deslumbrante!
São nuances de cores quentes...
Pintando telas surpreendentes!
Se tudo isso não bastasse
O espaço ainda é cortado
Por pássaros que voam como lança
Às vezes pura elegância
Em outras graciosos, sinuosos.
Às vezes sinistros...
Em outros brincantes...

O matagal
Ainda é espesso...
Do pomar
E do roçado
O perfume
Exala inebriante!

A erosão por aqui não chegou
A água do riacho ainda
Despenca das pedras
Pra depois serpentear serena,
E serpentear transparente... Limpinha...
E rasinho que até as  formiguinhas
Atravessam água pelas canelas.

Pra que automóvel?
Nem pensar ir à cidade
Fazer compras na feira
Para o gasto tenho
De tudo um pouco
Na panela borbulham sabores
E os derivados do leite
Engordam gulas na prateleira.

A varanda meio rústica
Foi acontecendo...
Uma estaca aqui...
Outra acolá...
Onde os bambus
Envergados se entrelaçam
Ajeitando escadas
Pras trepadeiras:
São primaveras,
Madressilvas,
Glicínias e
Jasmins...
Do cio... quantas pencas!
Onde pétalas bailarinas
Vão se ajeitando
Como almofadas na relva...
Quantos florais,
Uma beleza!
Da espreguiçadeira se espia!

O meu paraíso fica logo ali,
Bem pertinho da cidade
Asfalto quase na porteira
Divisa?
Arame farpado
Colocando limite
Pra a criação pastar alheia
Sem dar trela
Pra barulheira
Incessante feita
Onde mora muita gente!
Pois não há de ver
Que ainda tem gente
Que me chateia
Com o pastoreio acontecendo
Na fuça do cidadão
Coisa mais sem eira nem beira...
Que atrapalhação!
Será que o urbano
Misturou-se ao rural?
Não “guento” o cheiro, diz um
Onde já se viu,
Que desrespeito! diz outro
E eu, cá com meus botões penso:
Quanto desaforo!
Ô capitalismo selvagem!
Muito pelo contrário...
Que culpa tenho eu
Se foi a cidade
Que invadiu meu sítio?

V. Grando 

sábado, 30 de maio de 2015

Imagens de quem vive na roça

Essas imagens ficaram praticamente na saudade:






























Até a próxima postagem. Fui!
Ah! Faixa de segurança. O desrespeito à faixa de pedestres indica falta civilidade. No entanto, as próprias faixas de segurança são colocadas de tal maneira que induzem o motorista a desrespeitá-las. Posicionadas nas esquinas deixam os motoristas na tentação de avançar sobre elas para enxergar os veículos que trafegam nos outros sentidos. Isso põe o pedestre em situação de risco. Uma mudança simples, já feita em algumas vias de outras cidades, é a criação de faixas distantes de 5 a 10 metros das esquinas, o que facilita a visualização de trânsito e dá segurança a quem atravessa. Motoristas concordam com esta sugestão? Pois é, Departamento de Trânsito seria bom discutir essa novidade. 

O problema de trânsito no Brasil ocorre não pela falta de cultura do povo, mas por falta de imaginação de autoridades. Países considerados exemplares possuem política muito mais rígida do que as nossas. Pecamos principalmente por manter penas reduzidas, tanto para quem comete crimes quanto para infrações de trânsito. O valor das multas é ridiculamente baixo, motivo pelo qual continuaremos recordistas em acidentes.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Rio Sorocaba e outras imagens

Por favor, não deixem de ler o que escrevi no final:


























Até a próxima postagem. Fui!

Ah! Com a nossa política tomando rumo incerto. Com sujeiras praticamente explicita dá vontade de ser estrangeiro em terras distantes. Mas prefiro ser estrangeiro em minha própria terra. Cerquilho também é meu Porto, nem tão seguro, nem tão desenvolvido e com um muro imaginário onde ninguém ousa desafiar os poucos mandantes. A vantagem de morar aqui é que tem lugares que eu gosto. Têm pessoas que me afagam com sinceridade e estimulam para que eu continuar de acordo com as minhas possibilidades financeira parca.  Enfim, Cerquilho é uma cidade que sorri e que reverencio quando posso. Gostaria que o nosso 45 mil habitantes quebrassem esse “Muro de Berlim” e deixassem de ser Cerquilhado e parassem de ter medo e ousassem bem mais.
Apesar de o Executivo trabalhar contra o nosso progresso, ainda estamos bem na fita do Mapa-múndi. O nosso grande problema está na formação de quem insiste na atitude egoísta de querer tudo pra eles – o “eles” fica por conta de comandantes cegos, surdos e mudos. É isso